segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Apresentação de candidatura para a FAL















No passado dia 18 de Fevereiro de 2010, foi apresentado no Instituto Superior Técnico, a candidatura do nosso camarada, David Erlich. Na mesa, contámos com a participação dos seguintes camaradas: João António, Presidente da JS FAUL; Pedro Silveira, Coordenador da Organização Nacional de Estudantes Socialistas do Ensino Superior; João Roque, Coordenador da FAL e candidato a Presidente da Mesa do Plenário; Filipe Pacheco, Coordenador do NES / IST; e claro com o próprio candidato.

Vários militantes do NES FDL tiveram o prazer, de estar presentes neste evento, marcado por um discurso motivador, apelativo e sobretudo consciente do enredo que rodeia a realidade da Juventude Socialista e dos seus órgãos. No nosso entender, foram levantadas várias problemáticas, de um modo objectivo, que devem consistir num factor acrescido de união, dentro desta nova estrutura, que se apresentou com uma candidatura forte, consensual, arrojada e corajosa.

Como coordenador e representante dos militantes do NES FDL, não poderia deixar de aproveitar a oportunidade, de escrever umas palavras de apreço ao "nosso" candidato. O David é como se sabe e como foi referido na sua apresentação, um exemplo do que deve representar o socialismo e qual a sua função na sociedade. Vejo na sua candidatura, o culminar de uma força impetuosa, que deve espelhar e reflectir a imagem da FAL neste abraço a novos desafios, de modo a que esta estrutura possa usufruir, como prentendemos, de uma voz dominante dentro da estrutura da Juventude Socialista. Por todas estas razões, o NES FDL assume um apoio pleno durante todo o mandato do nosso camarada.


Para mais informações sobre esta candidatura podem consultar o seguinte blog: http://www.daviderlich-apostarnofuturo.blogspot.com/


Resta-nos apenas desejar ao David as maiores felicidades durante e depois da sua candidatura e dizendo-lhe que acreditamos que certamente será uma aposta no futuro.


O coordenador do NES FDL

Duarte Sapeira

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Interesse nacional, hipocrisias e demagogias

Elevado a postulado quase divino, tem a política portuguesa assistido à multiplicação de referências ao dito interesse nacional. Princípio suprapolítico do mais altíssimo nível, só por ele os partidos da Direita se aceitaram converter ao, dizem os ditosos dirigentes sociais-democratas e centristas, “mau” orçamento de Estado apresentado pelo Partido Socialista. Qual muçulmano convertido ao cristianismo, qual inglês entusiasta da União Europeia – o esforço foi mais que supra-humano. Só o tom quase místico com que se pronunciam sobre o interesse nacional parece tê-los feito a cometer tal heresia.

Crise internacional? Debilidades estruturantes da nossa economia que datam de há já vários séculos? Posição periférica e altamente dependente do nosso país no quadro do capitalismo global? Eis pontos que parecem não entrar no vocabulário de partidos que se dizem envoltos no mais profundo sentido de responsabilidade. Tudo isto tais partidos substituem por uma sigla apenas: PS.. Culpado da crise, alvo das críticas mais ferozes. Ao PS deve o país a desgraça em que se encontra, proclamam eles. 15 anos quase consecutivos de governação socialista resultaram nisso mesmo: a desgraça nacional. Pois bem, desgraçado do eleitor português que ao longo dos mesmos 15 anos continuou a renovar a sua confiança no PS. Ter-se-á enganada a colocar a cruzinha? Certamente que não. Fácil é criticar estando comodamente sentado no banco da oposição há tempos e tempos. Mais fácil parece ser esquecer os tempos em que assumiram a governação – será que ainda alguém se lembra da fuga barrosista e da calamidade santanista, ou foi mau demais para sequer vir à lembrança?

Pois bem, são estes mesmos, apelando num dia ao interesse nacional, parecem esquecer o seu significado no dia imediatamente após. Aumentar o tecto de endividamento de uma Região Autónoma que poucos anos após de ter visto a sua dívida sanada pelo Estado se voltou a endividar em mais de 1000 milhões de euros – que tem isso que ver com o interesse nacional? Ou quererá traduzir-se aqui interesse nacional por hipocrisia e demagogia? Assim o parece…


José Duarte Coimbra